FNRH Digital 2026: Guia Completo para Hotéis e Pousadas

hospedelo · · 12 min de leitura

O que é a FNRH Digital

A Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) é o documento exigido por lei a todo meio de hospedagem brasileiro desde a Lei nº 11.771/2008 (Política Nacional do Turismo) e regulamentado pelo Decreto nº 7.381/2010. Ela registra os dados de cada hóspede na chegada: quem é a pessoa, de onde veio, para onde vai e quanto tempo vai ficar.

O que mudou em 2026 foi a forma desse registro. A Portaria MTur nº 41/2025 tornou obrigatória a transmissão eletrônica da FNRH ao SNRHos (Sistema Nacional de Registro de Hóspedes), o banco de dados federal operado pelo SERPRO. A ficha em papel e o preenchimento manual foram substituídos por envio via API, em tempo real, a cada check-in e check-out.

A obrigatoriedade entrou em vigor em abril de 2026. Desde então, hotéis, pousadas, hostels e outros meios de hospedagem cadastrados no Cadastur que não estão transmitindo a FNRH digitalmente estão em descumprimento da lei.

Quem precisa enviar a FNRH Digital

A obrigação se aplica a todos os meios de hospedagem inscritos no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos do Ministério do Turismo), independentemente do porte. Isso inclui:

  • Hotéis de qualquer categoria
  • Pousadas — inclusive as de pequeno porte, com 5 ou 6 quartos
  • Hostels e albergues
  • Apart-hotéis e flats
  • Resorts
  • Campings cadastrados no Cadastur
  • Camas e café (bed and breakfast) com Cadastur ativo

Se sua hospedagem tem Cadastur, a FNRH Digital é obrigatória. Tamanho não é critério de isenção.

E o aluguel de temporada e Airbnb?

Para imóveis de temporada e anfitriões de plataformas como Airbnb, a situação depende do Cadastur. Anfitriões que não possuem Cadastur ativo não estão sujeitos à obrigação no momento. Porém, empreendimentos que utilizam plataformas de temporada e possuem Cadastur precisam transmitir a FNRH normalmente. A tendência regulatória é de ampliação gradual da obrigação.

Quais dados são obrigatórios na FNRH

Para cada hóspede, a transmissão ao SNRHos deve incluir:

Dados do hóspede

  • Nome completo
  • Data de nascimento
  • Gênero
  • Raça/cor (autodeclarado)
  • Nacionalidade
  • Documento de identificação: CPF para brasileiros; Passaporte ou RNE para estrangeiros

Dados da viagem

  • Motivo da viagem (lazer, negócios, saúde, educação, etc.)
  • Meio de transporte utilizado para chegar
  • Estado e município de origem
  • Estado e município de destino principal

Dados da estadia

  • Data de check-in
  • Data prevista de check-out
  • Data efetiva de check-out (transmitida na saída)

Prazo para enviar a FNRH ao SNRHos

Este é o detalhe que mais confunde os gestores: a FNRH não precisa ser enviada em tempo real estritamente no momento do check-in. A Portaria MTur nº 41/2025 estabelece que a transmissão deve ocorrer até o terceiro dia útil da semana subsequente ao registro da hospedagem.

Na prática, isso significa que as fichas da semana de segunda a domingo precisam estar no SNRHos até a quarta-feira da semana seguinte. Mas sistemas integrados como o hospedelo transmitem no ato do check-in, eliminando completamente o risco de perder esse prazo.

Penalidades por descumprimento

Meios de hospedagem que não transmitem a FNRH estão sujeitos a sanções administrativas. O processo segue uma escala:

  1. Advertência — notificação formal de irregularidade
  2. Multa — valor definido conforme o porte e a reincidência
  3. Irregularidade no Cadastur — o estabelecimento perde o status regular, o que afeta contratos com operadoras, plataformas de reservas e financiamentos
  4. Cancelamento do Cadastur — em casos graves ou de reincidência continuada

Além das sanções formais, a irregularidade no Cadastur pode impedir a participação em programas de fomento ao turismo e a venda em canais que exigem certificação.

Como funciona o SNRHos na prática

O SNRHos (Sistema Nacional de Registro de Hóspedes) é o sistema federal operado pelo SERPRO que recebe e armazena as fichas transmitidas. Para enviar dados ao SNRHos, o meio de hospedagem precisa:

  1. Ter um Cadastur ativo junto ao Ministério do Turismo
  2. Criar uma conta no portal fnrh.turismo.serpro.gov.br com login Gov.br
  3. Gerar uma chave de API no portal — essa chave autentica as transmissões
  4. Transmitir os dados via API REST (JSON) a cada check-in e check-out

O processo manual — acessar o portal, preencher cada ficha individualmente — é tecnicamente possível, mas inviável para qualquer hospedagem com movimento diário. Um hotel de 20 quartos com taxa de ocupação média gera mais de 300 transmissões por mês.

Manual vs. integrado via sistema: a diferença real

Gestores que tentaram o processo manual relatam o mesmo problema: é uma tarefa repetitiva, propensa a erros de digitação, que consome de 5 a 15 minutos por hóspede, dependendo do volume de dados faltantes.

Um sistema integrado como o hospedelo elimina esse trabalho completamente. Os dados do hóspede são coletados uma vez — na reserva — e reutilizados na transmissão FNRH sem nenhuma digitação adicional. O status de cada envio fica visível no painel, com alertas automáticos em caso de erro.

Comparativo prático

Ponto de comparação FNRH manual (portal SNRHos) FNRH via hospedelo
Tempo por hóspede 5–15 minutos 0 minutos (automático)
Risco de esquecimento Alto Zero
Controle de status Nenhum Dashboard em tempo real
Hóspede estrangeiro Campo manual diferente Adaptação automática
Custo operacional Horas de recepção/semana Incluído no plano

FNRH para pousadas pequenas: por onde começar

Para pousadas com 5 a 20 quartos sem sistema de gestão, o caminho mais simples é:

  1. Regularizar o Cadastur se ainda não estiver ativo
  2. Criar a conta no portal FNRH Digital (fnrh.turismo.serpro.gov.br) com login Gov.br
  3. Gerar a chave de API
  4. Usar um sistema com integração nativa — como o hospedelo — que cuide do envio automaticamente

Tentar fazer o processo manualmente pelo portal funciona para volume muito baixo, mas rapidamente se torna insustentável. Uma única hospedagem com 10 quartos e 70% de ocupação precisa registrar mais de 200 fichas por mês.

FNRH para hóspedes estrangeiros

Para hóspedes de outros países, o fluxo é ligeiramente diferente:

  • No lugar do CPF, aceita-se passaporte ou RNE (Registro Nacional de Estrangeiro)
  • O campo de município de origem deve indicar o país de origem
  • Os demais campos (motivo da viagem, transporte, datas) seguem o mesmo padrão

Sistemas integrados adaptam automaticamente os campos enviados conforme o tipo de documento do hóspede. No processo manual, é responsabilidade do operador ajustar o preenchimento.

FNRH para hostels e albergues

Hostels e albergues enfrentam um desafio adicional: o volume de fichas. Uma propriedade com 60 leitos em dormitórios compartilhados pode ter dezenas de check-ins e check-outs diários. No modelo manual, isso se torna inviável rapidamente.

A boa notícia é que a obrigação técnica é idêntica: uma ficha por hóspede por estadia. Sistemas que gerenciam reservas individuais por leito (não por quarto) precisam garantir que cada hóspede em um dormitório gere uma transmissão FNRH separada.

Perguntas frequentes sobre a FNRH Digital

A FNRH precisa de internet para funcionar?

Sim. A transmissão ao SNRHos é feita via API e requer conexão com a internet. Em caso de falha temporária de conexão, sistemas integrados como o hospedelo fazem a retransmissão automaticamente assim que a conexão é restabelecida.

O hóspede precisa fazer alguma coisa?

Não necessariamente. A FNRH é uma obrigação do meio de hospedagem, não do hóspede. Os dados são coletados pelo estabelecimento — no momento da reserva ou no check-in — e transmitidos ao governo pelo sistema do hotel ou pousada. O hóspede não precisa acessar nenhum portal ou preencher nada separadamente.

A FNRH substitui o formulário de check-in do hotel?

A FNRH cobre os campos legalmente obrigatórios para transmissão ao governo. O formulário de check-in interno do estabelecimento pode ter informações adicionais (número do quarto, método de pagamento, preferências) que não fazem parte da FNRH. Os dois coexistem.

Quanto custa enviar a FNRH?

O portal SNRHos do SERPRO é gratuito para o meio de hospedagem. O custo está no sistema usado para integrar — ou no tempo de trabalho manual se feito pelo portal. Um sistema como o hospedelo inclui a integração FNRH nos planos pagos, eliminando o trabalho manual completamente.

O que é o Cadastur e por que ele importa para a FNRH?

O Cadastur é o cadastro oficial de prestadores de serviços turísticos do Ministério do Turismo. Meios de hospedagem precisam do Cadastur para operar legalmente e para acessar o portal FNRH Digital. Sem Cadastur ativo, não é possível gerar a chave de API necessária para as transmissões.

Como o hospedelo automatiza a FNRH na sua hospedagem

O hospedelo é uma plataforma de gestão hoteleira com integração nativa ao SNRHos. Isso significa que, ao registrar um check-in no sistema, a FNRH é transmitida automaticamente — sem formulário extra, sem portal separado, sem trabalho adicional para a recepção.

A configuração leva menos de 5 minutos: basta inserir o número do Cadastur e a chave de API do portal FNRH Digital nas configurações da conta. A partir daí, cada check-in e check-out gera uma transmissão automática, com status visível no painel de conformidade.

O hospedelo funciona para pousadas pequenas, hotéis de médio porte e hostels, com planos a partir de R$ 149/mês. Teste grátis por 15 dias — sem cartão de crédito.

Quer aplicar isso na sua hospedagem?

O hospedelo automatiza o atendimento, organiza os hóspedes e mantém as reservas atualizadas. Teste grátis por 15 dias.

Testar grátis